Ao longo dos 11 anos de existência da RandTech Computing como empresa de software voltada especificamente para o setor segurador, já vimos muitas modas tecnológicas a aparecer e a desaparecer: muitas promessas que não entregaram o que prometiam, mas também muitas surpresas que revolucionaram indelevelmente a nossa realidade.
Nesta nova etapa marcada por avanços tecnológicos disruptivos, será talvez altura de ter discussões de fundo sobre o papel e limites da tecnologia.
A primeira de todas, é a a inversão do ónus, isto é, começarmos por perguntar, para onde queremos levar a tecnologia, em vez de sermos guiados por ela, como até aqui tem acontecido. Por outras palavras, determinarmos intencionalmente a visão orientadora, e que mundo queremos que a tecnologia materialize no futuro.

Com a omnipresença da internet, o poder latente nos dados e a explosão de tecnologias poderosas e de utilização diversificada como a IA (e até desenvolvimentos infraestruturais, como a instalação dos novos cabos submarinos inteligentes na nossa costa), há que reconhecer os impactos, não apenas para o futuro, mas já no presente.
Temos não só a obrigação, mas também o interesse, de indicarmos o caminho, discutindo com seriedade os riscos inerentes e, por extensão, contribuir para a definição das regras do jogo e dos paradigmas seguros das suas aplicações.
Para as seguradoras, em particular, serão tempos em que flanquearem-se de parceiros de tecnologia como nós, fará toda a diferença entre reagir ou comandar a nova vaga; entre sucumbir ou florescer.
Artigo da Autoria de João Barbosa, CMO da Randtech Computing
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